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Vergonha, Dificuldade de falar em público e o Medo de ser rejeitada

  • Foto do escritor: Fernanda Visciani
    Fernanda Visciani
  • 26 de fev.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 27 de fev.

Por @fernandavisciani


Neste artigo você vai entender o motivo da sua vergonha, dificuldade de falar em público e medo de ser rejeitada.


vergonha, dificuldade de falar em público e medo de ser rejeitada

Quantas vezes você deixou de ser expor, de falar o que pensa e de mostrar seu potêncial por um medo incontrolável (quase um pânico) de ser rejeitada?

Quantas vezes você tentar se esconder sempre que está em grupo, seja com amigos ou no trabalho, no tentativa de não ver vista (mesmo querendo muito fazer parte desses grupos)?


A vergonha, dificuldade de falar em público e medo de ser rejeitada tem origem na sua infância.


Você não é uma pessoa envergonhada, introvertida, que fala pouco. A verdade é que tem uma ferida de infância aberta e sangrando aí dentro de si Não é frescura. Não é drama. Não é fraqueza. E não é quem você é de verdade!

A ferida da rejeição uma marca emocional profunda que nasce quando, ainda criança, você percebe, inconscientemente, que sua presença não é totalmente bem-vinda.


E, a partir desse momento, algo em você decide:

"Se eu diminuir, talvez eu não seja rejeitada.”

Hoje eu quero falar com você - não com a adulta forte, produtiva, responsável. Quero falar com a menina que um dia sentiu que sua presença na família não era bem vinda.



O que é a Ferida de Rejeição na Infância? E como ela contribui para a vergonha, dificuldade de falar em público e medo de ser rejeitada


A Ferida de Rejeição nasce quando a criança sente que sua existência incomoda, não é desejada ou não é validada.


Ela pode surgir em situações como:

  • Gestação não planejada ou não aceita

  • Mãe que queria um bebê do sexo oposto

  • Pais emocionalmente frios ou ausentes

  • Mãe que pensou ou tentou abortar

  • Situações extremas de ecassez, agressões físicas e emocionais, vícios etc.


Mas aqui está algo importante:

Não é o que aconteceu objetivamente.

É como a criança sentiu.


Às vezes não houve abandono físico.

Mas houve ausência emocional.


E para uma criança, ausência emocional pode ser interpretada como:

“Tem algo errado comigo.”

Essa é a raiz da ferida.



A crença central da rejeição


Toda ferida emocional cria uma crença profunda.


Na rejeição, a crença é:

“Eu não deveria existir.”ou“Se eu for quem eu sou, não serei amada.”

Percebe o peso disso?

Não é sobre errar.

Não é sobre não agradar.


É sobre sentir que a própria existência é inadequada.

E quando essa crença se instala, a criança começa a se adaptar.

Ela se cala.

Ela se afasta.

Ela se desconecta.

Ela aprende a não precisar.



Como a criança reage à rejeição?


A criança que sente rejeição geralmente desenvolve comportamentos como:

  • Isolamento

  • Imaginação excessiva (criação de mundos internos)

  • Sensibilidade extrema

  • Autocrítica precoce

  • Sensação de não pertencimento

  • Autossabotagem


Ela aprende a fugir emocionalmente.

Não porque quer.

Mas porque ficar dói demais.


Essa fuga é o primeiro passo para a criação da máscara que veremos no próximo artigo.



A dor invisível na vida adulta


Você cresceu.

Virou mulher.

Trabalha.

Cuida.

Entrega.

Resolve.


Mas em momentos íntimos, algo ainda dói.


Você pode perceber isso quando:

  • Sente medo intenso de ser criticada

  • Evita conflitos a qualquer custo

  • Tem dificuldade em se posicionar

  • Sente que nunca é boa o suficiente

  • Vive com uma sensação constante de inadequação

  • Evita exposição a todo custo

  • Se maltrata quando julga ter feito algo errado


E muitas vezes você pensa:

“Mas minha infância nem foi tão ruim…”


A questão não é se foi ruim.

É se você se sentiu aceita.

Porque a rejeição não é necessariamente um fato.

Ela é uma experiência interna.



O corpo também fala


A ferida de rejeição costuma se manifestar também no corpo.


Pode haver:

  • Tendência a ser muito magra ou muito pequena (inconsciente desejo de ocupar menos espaço)

  • Postura retraída

  • Ombros fechados

  • Voz baixa

  • Dificuldade de contato visual


É como se o corpo dissesse:

“Não me olhe demais.”

O corpo é leal à história emocional.

Ele tenta proteger você de não chamar a atenção, porque a atenção leva a rejeição.



O impacto nos relacionamentos


Se você carrega essa ferida, é comum:

  • Se apaixonar por pessoas emocionalmente indisponíveis

  • Ter dificuldade com a sexualidade

  • Sentir que o parceiro quer te controlar, "sufocar"

  • Ter medo de ser trocada

  • Se afastar antes que o outro a abandone

  • Terminar relacionamentos por medo de sofrer


A rejeição cria um paradoxo doloroso:

Você quer amor.

Mas tem medo de ser vista.


Você quer proximidade.

Mas teme que, ao se mostrar inteira, seja rejeitada de novo.


Então você mostra só partes.

E vive relações pela metade.



O medo de existir plenamente


Talvez você seja extremamente competente.

Mas se sabota quando está prestes a crescer.


Talvez tenha talentos incríveis.

Mas sente vergonha de se expor.


Talvez seja uma ótima profissional.

Mas internamente sente que é uma fraude.


Isso acontece porque, lá atrás, você aprendeu que existir demais era perigoso.

Então, sempre que você começa a brilhar…


O inconsciente acende um alerta:

“Cuidado. Se te virem demais, podem te rejeitar.”

E você se encolhe outra vez.



Você não é defeituosa


Preciso que você entenda algo com muita clareza:

Você não é inadequada.

Você não nasceu errada.

Você apenas criou estratégias para sobreviver emocionalmente.


A rejeição não define quem você é.

Ela explica como você aprendeu a se proteger.

E proteção não é fraqueza.

É inteligência emocional infantil.


Mas agora você é adulta.

E pode escolher diferente.



Um convite à consciência


A cura começa quando você reconhece:

“Eu me senti rejeitada.”

Sem culpa.

Sem drama.

Sem acusação.


Apenas reconhecendo a dor.

Porque o que não é visto, continua comandando sua vida nos bastidores.


E talvez esteja na hora de você parar de se encolher.

Talvez esteja na hora de ocupar seu espaço.

Talvez esteja na hora de existir inteira.



Esse texto tem continuação!


No próximo artigo, vamos aprofundar:

👉 Você quer ter sucesso na vida, mas se sabota o tempo todo


Você vai entender como a máscara do escapista atua nas suas decisões, nos seus relacionamentos e até no seu sucesso.



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Nos vemos no próximo artigo. 💛

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