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6 dicas para curar a ferida do abandono e construir segurança emocional

  • Foto do escritor: Fernanda Visciani
    Fernanda Visciani
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Por @Fernanda Visciani


Se o medo de perder, a dependência emocional e a autossabotagem dominam a sua vida, tudo indica que sua criança interior ainda esteja tentando sobreviver a ferida do abandono



Menina com vestido colorido, brincando na chuva, feliz por ter curado a ferida do abandono.

Nos artigos anteriores, entendemos como a ferida do abandono se forma, seus sinais e como ela afeta os relacionamentos amorosos.


Agora, chegamos a uma pergunta essencial:

É possível curar a ferida do abandono?


A resposta é: sim.

Mas não através de força, controle ou dependência do outro.


A cura começa quando você entende que o vazio emocional, a insegurança e os padrões de autossabotagem não nasceram do nada.


Eles foram formas de proteção criadas pela sua criança interior diante da dor.

E aquilo que foi aprendido também pode ser transformado.



O que significa curar a ferida do abandono


Curar a ferida do abandono não significa nunca mais sentir medo, tristeza ou insegurança.

Significa construir uma relação interna onde você não depende emocionalmente do outro para se sentir segura.


É sair da lógica:

“eu preciso do outro para me sentir inteira”


para construir algo novo:

“eu posso dar a mim mesma a segurança que preciso.”



1. Reconheça seus padrões emocionais


O primeiro passo é observar seus comportamentos sem julgamento.


Pergunte-se:

  • eu tenho medo excessivo de perder?

  • me anulo para agradar?

  • preciso de validação constante?

  • sinto ansiedade quando alguém se afasta?


A consciência é o começo da transformação.

Você não muda aquilo que não consegue enxergar.



2. Cuide da sua criança interior


Grande parte da dor emocional está ligada à criança interior que ainda carrega sentimentos de solidão, medo e abandono.


Por isso, curar essa ferida exige acolhimento emocional.


Pergunte-se:

“O que essa parte minha precisava ouvir naquela época?”


Talvez:

  • segurança

  • acolhimento

  • amor

  • presença emocional


A cura acontece quando você começa a oferecer internamente aquilo que sentiu faltar.



3. Pare de buscar no outro o que falta dentro


Esse é um dos passos mais difíceis.


A ferida do abandono cria a sensação de que alguém precisa preencher seu vazio.

Mas nenhuma relação - relacionamento amoroso, amizade, relações de trabalho - sustenta isso por muito tempo.


Quando a expectativa é:

“você precisa me fazer sentir segura”

a relação se torna pesada e instável.


Construir segurança emocional significa aprender a não terceirizar seu valor ou estabilidade emocional.



4. Observe a autossabotagem nos relacionamentos


A autossabotagem costuma surgir como proteção.


Você pode:

  • criar conflitos sem perceber

  • testar o amor do outro

  • exigir provas constantes

  • se afastar antes de ser abandonada


No fundo, existe uma tentativa inconsciente de evitar dor.


Mas esses comportamentos acabam fortalecendo justamente aquilo que você mais teme.

Por isso, consciência emocional é essencial.



5. Aprenda a ficar emocionalmente consigo mesma


Construir segurança emocional também significa aprender a sustentar sua própria presença.

Isso envolve:

  • desenvolver autonomia emocional

  • fortalecer autoestima

  • criar prazer na própria companhia

  • reconhecer seus sentimentos sem fugir deles


Porque o contrário da dependência emocional não é frieza.

É presença.



6. Permita-se viver relações mais saudáveis


Quando a ferida do abandono começa a cicatrizar, algo muda.

Você deixa de amar a partir do medo.


E começa a se relacionar com mais verdade.


Isso significa:

  • menos ansiedade

  • menos apego excessivo

  • menos necessidade de controle

  • mais reciprocidade

  • mais leveza emocional


O amor deixa de ser sobrevivência.

E passa a ser escolha.



O caminho da cura é gradual


Curar as feridas emocionais não é apagar o passado.

É construir novas formas de viver o presente.


Sua criança interior talvez ainda sinta medo.

Mas, aos poucos, ela aprende que hoje existe uma adulta capaz de cuidar dela.

E isso transforma tudo.



Conclusão


Se você chegou até aqui, talvez já tenha percebido algo importante: o problema nunca foi amar demais, foi o medo de ser abandonada.


E enquanto essa dor não é compreendida, a tendência é continuar repetindo padrões de medo, apego e autossabotagem.


Mas existe um caminho diferente.


A cura começa quando você entende que não precisa continuar abandonando a si mesma para manter alguém ao seu lado.



Um convite para aprofundar esse caminho


Se esse conteúdo tocou você, talvez seja o momento de olhar para sua história emocional com mais profundidade.


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Referências Bibliográficas


BOURBEAU, Lise. As Cinco Feridas Emocionais: Que Impedem de Ser Você Mesmo. Rio de Janeiro: Sextante.


BRADSHAW, John. De Volta para Casa: Recuperando e Defendendo sua Criança Interior. São Paulo: Cultrix.


BROWN, Brené. A Coragem de Ser Imperfeito. Rio de Janeiro: Sextante.

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