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Você sente um vazio emocional que ninguém consegue preencher?

  • Foto do escritor: Fernanda Visciani
    Fernanda Visciani
  • 11 de mai.
  • 4 min de leitura

Por @fernandavisciani


O vazio emocional, causado na infância, pode criar marcas profundas na sua criança interior e influenciar seus relacionamentos, sua autoestima e seus padrões de autossabotagem



Mulher olhando pela porta entreaberta com expressão triste e reflexiva, representando o vazio emocional e a ferida do abandono na infância.

Nos artigos anteriores, falamos sobre os sinais da ferida do abandono e como ela pode afetar seus relacionamentos, emoções e comportamentos.


Agora, vamos aprofundar a origem dessa dor.


Muitas pessoas acreditam que a ferida do abandono só acontece quando existe abandono físico - como separação dos pais, ausência ou perda.


Mas a verdade é que essa ferida também pode surgir quando os pais estavam presentes fisicamente, mas emocionalmente indisponíveis.


O vazio emocional é um dos sintomas e muda completamente a forma como a criança aprende a se relacionar consigo mesma e com os outros.



O que a criança realmente precisa


Uma criança não precisa apenas de presença física.


Ela precisa se sentir:

  • vista

  • acolhida

  • protegida

  • emocionalmente conectada


Quando isso não acontece de forma consistente, a criança pode interpretar essa ausência emocional como abandono, criando o que chamamos de vazio emocional.


Mesmo sem perceber conscientemente.



Como a ferida do abandono se forma


A ferida do abandono geralmente se forma quando a criança sente que suas necessidades emocionais não foram atendidas.


Isso pode acontecer em situações como:

  • pais emocionalmente frios

  • falta de afeto ou acolhimento

  • ausência emocional devido ao excesso de trabalho

  • separações traumáticas

  • sensação de não receber atenção suficiente

  • pais instáveis emocionalmente


Em muitos casos, os pais estavam presentes.


Mas não havia conexão emocional profunda.


E para a criança, isso pode gerar uma sensação silenciosa vazio emocional, de solidão.



“Mas meus pais fizeram tudo por mim…”


Esse é um pensamento muito comum.


Muitas pessoas têm dificuldade de reconhecer a ferida do abandono porque associam abandono apenas à negligência extrema.


Mas uma criança pode receber:

  • comida

  • estudo

  • cuidados básicos

  • e ainda assim sentir falta de presença emocional.


O vazio emocional não depende apenas do que aconteceu externamente.


Ela depende da forma como a criança viveu aquela experiência internamente.



O impacto na criança interior


Quando a criança interior sente abandono, ela começa a desenvolver crenças profundas, como:

  • “vou ser deixada”

  • “preciso do outro para me sentir segura”

  • “ficar sozinha é perigoso”

  • “eu preciso agradar para ser amada”


Essas crenças acompanham a pessoa na vida adulta e influenciam suas escolhas emocionais, sempre tentando fugir ou preencher o vazio emocional.



Como essa ferida aparece na vida adulta


A ferida do abandono e, vazio emocional, pode gerar padrões como:

  • dependência emocional

  • medo de ficar sozinha

  • necessidade constante de validação

  • ansiedade nos relacionamentos

  • apego excessivo

  • dificuldade de se sentir segura emocionalmente


E, muitas vezes, esses padrões geram autossabotagem.


A pessoa pode:

  • aceitar menos do que merece

  • permanecer em relações que machucam

  • se anular para não perder o outro

  • viver em estado constante de medo emocional


Tudo isso como tentativa inconsciente de evitar sentir novamente a dor do abandono.



A ausência emocional também deixa marcas


Muitas vezes, a dor não veio do que aconteceu.


Veio do que faltou:

  • faltou acolhimento.

  • faltou escuta.

  • faltou segurança emocional.

  • faltou presença afetiva.


E a criança, sem entender aquilo, aprende a carregar um vazio emocional difícil de explicar.



Por que é tão difícil perceber essa ferida


A ferida do abandono costuma ser silenciosa.


Muitas pessoas só percebem sua existência quando começam a observar seus relacionamentos e emoções.


Porque o foco geralmente está no presente:

  • “por que eu tenho tanto medo de perder?”

  • “por que eu me apego tanto?”

  • “por que eu me sinto vazia - vazio emocional?”


Mas, na maioria das vezes, esses comportamentos são reflexos de experiências emocionais antigas.



O caminho para começar a curar


O primeiro passo não é culpar seus pais.


É compreender sua história emocional com consciência.


Quando você entende como suas feridas emocionais e o vazio emocional, se formaram, deixa de acreditar que existe algo “errado” com você.


E começa a perceber que muitos dos seus comportamentos foram tentativas de proteção da sua criança interior.


A consciência transforma.


Porque aquilo que antes era automático começa a ser compreendido.



Conclusão


A ferida do abandono e o vazio emocional não nasceram apenas da ausência física.


Ela pode nascer da falta de conexão emocional.


E quando essa dor não é compreendida, a criança interior continua buscando, na vida adulta, aquilo que sentiu faltar no passado.


Mas reconhecer essa origem não é um motivo para culpa.


É uma oportunidade de começar a olhar para si mesma com mais consciência, acolhimento e verdade.



Um convite para aprofundar esse caminho

Se esse conteúdo tocou você, talvez seja o momento de olhar com mais profundidade para sua história emocional, principalmente para o vazio emocional que você carrega.


No Clube do Autoconhecimento, você encontra um espaço seguro para compreender suas feridas emocionais, acolher sua criança interior e transformar padrões de autossabotagem em consciência e cura.


✨ Você não precisa continuar tentando preencher sozinha esse vazio emocional.



Referências Bibliográficas


BOURBEAU, Lise. As Cinco Feridas Emocionais: Que Impedem de Ser Você Mesmo. Rio de Janeiro: Sextante.


BRADSHAW, John. De Volta para Casa: Recuperando e Defendendo sua Criança Interior. São Paulo: Cultrix.


MILLER, Alice. O Drama da Criança Bem-Dotada. São Paulo: Summus.


BROWN, Brené. A Coragem de Ser Imperfeito. Rio de Janeiro: Sextante.

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